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amamentar

De 01 a 07 de agosto comemoramos a semana mundial de amamentação. Em todas as partes do mundo são realizadas campanhas para incentivar a amamentação e todo ano a campanha tem um tema. Esse ano o tema é Amamentação em todos os momentos: mais carinho, saúde e proteção!

Objetivos:

* Reforçar o papel vital da amamentação em resposta a situações de emergência em todo o mundo.

* Chamar a atenção para a importância de proteger e apoiar ativamente o aleitamento materno antes e durante as emergências.

* Informar mães, defensores do aleitamento materno, comunidades, profissionais da saúde, governos, agências de ajuda, doadores e mídia sobre como oferecer apoio ativo à amamentação, antes e durante as emergências.

* Mobilizar para a ação e promover redes e cooperação entre os que têm habilidades para o manejo da amamentação e os envolvidos na resposta às emergências.

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As crianças são as pessoas mais vulneráveis nas situações de emergência – a mortalidade pode ser de 2 a 70 vezes maior do que a média habitual, devido a diarréias, doenças respiratórias e desnutrição.

A amamentação é uma estratégia que pode salvar vidas e sua proteção é ainda maior para as crianças mais novas. Mesmo fora das situações de emergência, sabemos que as crianças menores de 2 meses não amamentadas têm uma probabilidade 6 vezes maior de morrer do que aquelas que mamam no peito.

As situações de emergência podem ocorrer em qualquer parte do mundo. Essas ocorrências destroem a situação de “normalidade”, deixando os cuidadores frente ao desafio de lidar com muitos problemas imprevistos e cuidar de crianças mais vulneráveis a doenças e morte.

Durante as situações de emergência, as mães precisam de um apoio efetivo para manter ou restabelecer a amamentação. Será que estarmos bem preparados para lidar com as situações de emergência? É fundamental que no dia a dia sejam realizadas as ações de proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno, porque isso fortalece a capacidade materna de cuidar das crianças pequenas durante uma situação de emergência.


Certa mãe mandou o filho brincar sozinho durante 1 hora, sem lhe dirigir a palavra, pois ele infringira uma norma familiar.  Se o tivesse trancado no quarto,  ela teria atendido à necessidade de ordem social;  mas o menino,  com toda razão,  se sentiria sozinho porque o amor e a ligação teriam sido neglicenciados.  Por isso,  a mãe,  como tantos outros pais amorosos, liberou-o de parte do castigo.  Embora não obedecesse às exigencias da ordem social e fosse culpada por isso,  ela SERVIU AO AMOR COM INOCENCIA.

Bert Hellinger – A SIMETRIA OCULTA DO AMOR

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O dia 12 de junho é marcado como o Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil, representando a luta e a mobilização mundial contra a exploração laboral infantojuvenil. Evidentemente, todos os dias devemos honrar o compromisso assumido internacionalmente para a erradicação desse grave problema social. Contudo, é especialmente nesta data que devemos refletir sobre a importância do tema, empreendendo esforços e estabelecendo metas no sentido de concretizar a sua erradicação. No Brasil, a proibição do trabalho infantil assumiu delicadeza ímpar a partir da Constituição de 1988, quando restou consagrado o princípio da prioridade absoluta às crianças e adolescentes, sendo estabelecida vedação de qualquer trabalho aos menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14.

Do mesmo modo, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990, e a CLT, em 2000, estabeleceram a proibição do trabalho aos menores de 16 anos. Entretanto, somente em 2008, por meio do Decreto 6.481, foram previstas as piores formas de trabalho infantil, tais como contratação para trabalhos domésticos e manuseio de máquinas de padaria. A legislação é, pois, farta no que se refere ao combate do trabalho infantojuvenil, representando a concreção do princípio da dignidade das crianças e adolescentes. Registre-se, outrossim, estar comprovado que as condições de trabalho impostas ao público infantojuvenil, acarretam elevados índices de repetência e evasão escolar.

Infelizmente, a exploração laboral ainda faz parte do cenário de Santa Catarina, tornando-se imperiosa a conscientização e a colaboração de toda a sociedade catarinense, denunciando os casos ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Estadual e ao Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Não podemos permitir que nossas crianças e adolescentes assumam responsabilidades para as quais não estão preparadas. Lugar de criança é na escola.

Priscilla Linhares Albino e Symone Leite

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crianças

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o Dia Mundial da Criança não é só uma festa onde elas ganham presentes, mas sim um data em que se pensa nas centenas de petizes que continuam a sofrer de maus-tratos, doenças, fome e discriminações.

Depois da 2ª Guerra Mundial, em 1945, muitos países da Europa, do Médio Oriente e a China entraram em crise, ou seja, não tinham boas condições de vida, e as crianças dessas nações viviam muito mal porque não havia comida e os pais estavam mais preocupados em voltar à sua vida normal do que com a educação dos filhos. Alguns nem pais tinham!

Como não tinham dinheiro, muitos pais tiravam os filhos da escola e punham-nos a trabalhar, às vezes durante muitas horas e a fazer coisas muito duras.

Por esse motivo, em 1946 um grupo de países da Organização das Nações Unidas (ONU) começou a tentar resolver o problema. Foi assim que foi criado o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Apesar da sua criação, era difícil trabalhar para as crianças, uma vez que nem todos os países do mundo estavam interessados nos direitos da criança, daí que, em 1950, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs às Nações Unidas que se criasse um dia dedicado às crianças do mundo.

É assim que o dia foi comemorado, pela primeira vez, a 1 de Junho desse ano. Com a criação deste dia, os estados-membros das Nações Unidas reconheceram às crianças, independentemente da raça, cor, sexo, religião e origem nacional ou social o direito a afecto, amor e compreensão; alimentação adequada; cuidados médicos; educação gratuita; protecção contra todas as formas de exploração; crescer num clima de Paz e Fraternidade universais.

Só nove anos depois, a 20 de Novembro de 1959, os direitos das crianças passaram para o papel e várias dezenas de países que fazem parte da ONU aprovaram a “Declaração dos Direitos da Criança”.

Trata-se de uma lista de 10 princípios que, se forem cumpridos em todo o lado, podem fazer com que todas as crianças do mundo tenham uma vida digna e feliz.

Então, quando a “Declaração” fez 30 anos, em 1989, a ONU também aprovou a “Convenção sobre os Direitos da Criança”, que é um documento muito completo (e comprido) com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos!).

Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional.

Eis os dez princípios da “Declaração dos Direitos da Criança:

Princípio 1º
Toda criança será beneficiada por estes direitos, sem nenhuma discriminação de raça, cor, sexo, língua, religião, país de origem, classe social ou situação económica. Toda e qualquer criança do mundo deve ter seus direitos respeitados!

Princípio 2º
Todas as crianças têm direito a protecção especial e a todas as facilidades e oportunidades para se desenvolver plenamente, com liberdade e dignidade. As leis deverão ter em conta os melhores interesses da criança.

Princípio 3º
Desde o dia em que nasce, toda a criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, ou seja, ser cidadão de um país.

Princípio 4º
As crianças têm direito a crescer e criar-se com saúde. Para isso, as futuras mães também têm direito a cuidados especiais, para que seus filhos possam nascer saudáveis. Todas as crianças têm também direito a alimentação, habitação, recreação e assistência médica.

Princípio 5º
Crianças com deficiência física ou mental devem receber educação e cuidados especiais exigidos pela sua condição particular. Porque elas merecem respeito como qualquer criança.

Princípio 6º
Toda a criança deve crescer num ambiente de amor, segurança e compreensão. As crianças devem ser criadas sob o cuidado dos pais, e as mais pequenas jamais deverão separar-se da mãe, a menos que seja necessário (para bem da criança). O Governo e a sociedade têm a obrigação de fornecer cuidados especiais para as crianças que não têm família nem dinheiro para viver decentemente.

Princípio 7º
Toda a criança tem direito a receber educação primária gratuita, e também de qualidade, para que possa ter oportunidades iguais para desenvolver as suas habilidades. E como brincar também é uma boa maneira de aprender, as crianças também têm todo o direito de brincar e de se divertir!

Princípio 8º
Seja numa emergência ou acidente, ou em qualquer outro caso, a criança deverá ser a primeira a receber protecção e socorro dos adultos.

Princípio 9º
Nenhuma criança deverá sofrer por negligência (maus cuidados ou falta deles) dos responsáveis ou do Governo, nem por crueldade e exploração. Não será nunca objecto de tráfico (tirada dos pais e vendida e comprada por outras pessoas). Nenhuma criança deverá trabalhar antes da idade mínima, nem deverá ser obrigada a fazer actividades que prejudiquem a sua saúde, educação e desenvolvimento.

Princípio 10º
A criança deverá ser protegida contra qualquer tipo de preconceito, seja de raça, religião ou posição social. Toda criança deverá crescer num ambiente de compreensão, tolerância e amizade, de paz e de fraternidade universal.

Crianças
Ser criança é a melhor etapa da vida
Pode-se brincar e acreditar em todos os contos de fadas.
Pode-se voar até às nuvens
e mergulhar num mar de rosas.

Corremos e damos saltos de alegria
afinal, as feridas são bons sinais.
Metemo-nos em aventuras
e chateamos os pais.

Saboreamos um doce como se fosse um prémio
se fosse assim, eu seria a pessoa com mais prémios no planeta!
Em sonhos, somos princesas
e colorimos os papéis com as cores de uma paleta.

O algodão doce é a minha nuvem
fofinha, cor-de-rosa, de mais cores
Assim, sempre que comerem algodão doce,
podem lembrar-se de mim!

A minha estrela? Também tenho!
é a minha querida mãe
que me ajuda em todos os momentos
e que escreve muito bem!

Ser criança é assim,
é estar na Primavera da vida

Foto de Leonor Correia

(…) Mas por que desaparece tanta gente, todos os dias, em redor de nós, sem que possamos admitir que esses desaparecimentos sejam de origem lírica?

Ouço pelo rádio as famílias, os amigos, os conhecidos que indagam, inquietos, que reclamam, descrevem, dão sinais, indicam pistas. Há desaparecidos de todas as idades e cores, e ambos os sexos, das mais variadas condições sociais: quem tiver notícias de seu paradeiro é favor informar às pessoas aflitas que os procuram.

Mas quem vai saber o paradeiro da mocinha de blusa cor-de-rosa e saia amarela que, assim colorida, bateu asas sem se despedir dos parentes? Quem viu o menino de blusão verde e sapatos novos que saiu de casa pela tardinha e lá se foi andando – e irá andando enquanto tiver boas solas nos sapatos – por muito que os pais inconsoláveis o estejam chorando e os vizinhos não possam entender tamanha ingratidão? Que foi feito da velhinha, um pouco desmemoriada, que saiu para a missa e depois entrou por um caminho desconhecido, com seu vestido cinzento, sua bolsinha de verniz e duas travessas no cabelo?

Há os desaparecidos recentes: de ontem, da semana passada, de há um mês ou dois. Assim mesmo recentes não se encontram vestígios seus em parte alguma. Foram raptados? Ficaram debaixo do trem? Subiram para algum disco voador? Afogaram-se? Partiram para o secreto paraíso onde não querem ser importunados? Embarcaram para Citera? Quem sabe o que lhes aconteceu?

Mais comoventes, porém, é a busca de desaparecidos antigos: “procura-se uma conhecida que há três anos não se encontra…” Para onde foi a jovem Marília que há cinqüenta anos disse que ia trabalhar no Rio de Janeiro?… Que é feito do rapaz moreno, com um sinal no queixo, que usava um cordãozinho de outro com a imagem de São Jorge?

Todas essas pessoas e muitas outras estão sendo procuradas, pacientemente, com anúncios pelos jornais e nas emissoras. Uma incansável busca. Gente de todos os Estados do Brasil, gente com vários compromissos: eram noivos, eram chefes de família, eram donas-de-casa.. Gente miúda, que não se esperava desse capaz de meter-se em aventuras: meninotas e rapazinhos em idade escolar; mocinhas que pareciam tímidas e assustadas, moços ainda sem emprego…

(…) Mas os afetos vigilantes continuam, inconformados, a recordar os ausentes – todos os dias novos, todos os dias mais numerosos – e, por humildes lugares, famílias tristes cultivam longos canteiros de saudades.

(Trechos da crônica – GENTE DESAPARECIDA)
Cecília Meireles. Escolha o Seu Sonho – Editora Record, p.43-45

Você sabia que o Brasil registra mais ou menos 40 mil desaparecimentos de crianças e adolescentes por ano?

Você sabia que aqui não existe uma rede ou cadastro nacional para registrar informações dos desaparecidos?

Você sabia que não há comunicação entre a polícia militar, civis e federal, em relação ao desaparecimento de uma criança?

Precisamos criar no Brasil o ALERTA AMBER.

Acesse o vídeo abaixo para saber o que é o ALERTA AMBER:

http://www.youtube.com/watch?v=6GAQfP3W020

OBJETIVOS

Refletir nos diferentes olhares sobre o fenómeno das Crianças Desaparecidas e/ou Exploradas Sexualmente;

Apresentar o Diretório Nacional das ONG que intervêm na problemática das Crianças Desaparecidas e/ou Exploradas Sexualmente;

Refletir sobre a dimensão do fenomeno das Crianças Desaparecidas e/ou Exploradas Sexualmente;

Promover a articulação entre as ONG, as Autoridades Judiciais e as Forças Policiais;

Concentrar esforços e sensibilizar as Organizações Públicas e Particulares para a problemática das Crianças Desaparecidas e/ou Exploradas Sexualmente;

Incentivar a promoção de iniciativas para combater o Desaparecimento e/ou Exploração Sexual de Crianças.

Texto: Dra. Relva
05/07/2005

bullying

Segundo o Cambrige Dictionary, “bulliyng” quer dizer “maltratar ou ameaçar alguém menor ou menos poderoso, forçando-o a fazer algo que não quer”. A tradução poderia ser “assédio”: assédio físico, assédio sexual, assédio moral. O bullying vem-se tornando prática cada vez mais freqüente em escolas, públicas ou particulares. As ações são dirigidas a qualquer um que seja “diferente” – gordinho, magrelo, nerd.

As ações são violentas e humilhantes, e de vez em quando atingem graus extremos, como as que vemos acontecer nos Estados Unidos, com uso de armas, e que deram lugar a filmes como Tiros em Columbine. As conseqüências são deletérias para a pessoa e a personalidade, ocasionando medo de ir à escola, vergonha, depressão, vontade de morrer. E um grande sentimento de impotência.

Na vida diária há outros tipos de “bullying”, configurados pelo uso do poder para conseguir favores sexuais ou pecuniários. Está em curso também – com sérias conseqüências – o assédio moral nas empresas e repartições. Assume desde formas veladas, como o boato, até níveis mais altos de desmoralização perante os colegas e o público.

Há três coisas sem volta: a palavra proferida, a flecha disparada, o tempo perdido. E a reputação. No caso do assédio moral, resta ainda ao humilhado e ofendido o ônus da prova, só que não encontrará testemunha contra a chefia. Não dispomos mais da presença de um Sócrates para indagar: é necessário? é útil? prejudica alguém?

As escolas têm reforçado a vigilância, outras promovem debates entre os alunos – são medidas paliativas. O que propicia tal comportamento é a perda vigente dos limites e o materialismo exacerbado, que não levam em consideração o outro. Enchemos nossos filhos de coisas, mas não lhes ensinamos solidariedade; estimulamos a competição para que obtenham satisfação plena dos desejos; e porque só pensamos em NOSSOS filhos e nunca nas outras crianças.

“Pensar enlouquece”, como se sabe…então, preferimos atacar os sintomas e não falar nas causas. A banalização do grande e do pequeno mal não mais preocupa – as coisas são assim, ou, como diz amigo meu, as coisas estão como elas querem. Pesquisadores de Harvard têm-se debruçado sobre a leniência dos pais para com a agressividade dos filhos e até o medo que têm deles. Filhos sem limites vão buscar na droga, no álcool, na anorexia, um modo de cancelar a realidade.

Para Tales Ab’ Saber, autor de “O sonho restaurado”, uma noite profunda caiu sobre nós: já não conhecemos nenhum valor que não passe pelas quantidades e pelo dinheiro. Depois, vamos todos marchar pela Paz. Pais, mestres, nós, todos, inquietemo-nos de não nos inquietar.

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A FORMA ESCOLAR DA TORTURA
Rubem Alves

Eu fui vítima dele. Por causa dele, odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho. Mas eles não convidavam nem a gorda nem a magricela. “Bullying” é o nome dele.

Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares, mas nunca pensei sobre as dores que alunos infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todos os jovens são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis.

“Bullying” Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que “bullying” diz. “Bully” é o valentão: um menino que, por sua força e sua alma deformada pelo sadismo, tem prazer em bater nos mais fracos e intimidá-los.

Vez por outra, crianças e adolescentes têm desentendimentos e brigam. São brigas que têm uma razão. São acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois delas, os briguentos podem fazer as pazes e se tornar amigos de novo. Isso nada tem a ver com “bullying”. No “bullying”, um indivíduo – o valentão – ou um grupo escolhe a vítima que vai ser seu “saco de pancadas”. A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles “não vão com a cara” da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender, a brincadeira não teria graça.

A vítima é uma peteca: todos batem nela e ela vai de um lado para outro sem reagir. Pode-se fazer uma sociologia do “bullying” porque ele envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda.

Até agora, tenho usado o artigo masculino, mas o “bullying” não é monopólio dos meninos. As meninas também usam outros tipos de força que não a dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar ainda pior a violência dos colegas. Ela está condenada à solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio.

A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra, ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte. Na maioria dos casos, o “bullying” não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e de atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos.

Aprendemos com os animais. Um ratinho preso numa gaiola absorve a informação rapidamente. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques, o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca à comida.

Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem, agora, que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque em nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Seus desejos, imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.

Edimar era um jovem tímido de 18 anos que vivia na cidade de Taiúva, no Estado de São Paulo. Seus colegas fizeram-no motivo de chacota porque ele era muito gordo. Puseram-lhe os apelidos de “gordo”, “mongolóide”, “elefante cor-de-rosa” e “vinagrão”, por tomar vinagre de maçã todos os dias, no seu esforço para emagrecer. No dia 27 de janeiro de 2003, ele entrou na escola armado e atirou contra seis alunos, uma professora e o zelador, matando-se a seguir.

Luis Antônio era um garoto de 11 anos. Mudando-se de Natal para Recife por causa do seu sotaque, passou a ser objeto da violência de colegas. Batiam nele, empurravam-no, davam-lhe murros e chutes. Na manhã do dia fatídico, antes do início das aulas, apanhou de alguns meninos que o ameaçaram com a “hora da saída”. Por volta das 10h30, saiu correndo da escola e nunca mais foi visto. Um corpo com características semelhantes ao dele, em estado de putrefação, foi conduzido ao IML (Instituto Médico Legal) para perícia.

Achei que seria próprio falar sobre o “bullying” na seqüência do meu artigo sobre o tato que se iniciou com: “O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisa entre os deuses Eros, do amor, e Tânatos, da morte. É por meio do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece”. O “bullying” é a forma escolar da tortura.

Tire suas dúvidas sobre o momento certo de reforçar a alimentação do seu filho.

Papinha

Seu filho está crescendo e você não sabe se já pode reforçar sua alimentação? Qual é o momento certo de dar a primeira papinha? Quais alimentos são recomendáveis para os bebês? A pediatra Thelma Oliveira, autora do livro “Pediatria Radical”, dá as respostas:

A partir de quando posso dar papinha para o meu filho?

A Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam, insistentemente, que o bebê seja alimentado apenas com leite materno até os 6 meses. O leite é o principal alimento para as crianças nos 2 primeiros anos de vida.

O acréscimo de outros alimentos é complementar ao leite, seja ele materno ou não. Para as crianças que são amamentadas, isso deve acontecer apenas a partir dos 6 meses.

E se meu filho não aceitar a papinha?

Não há pressa. A aflição para que a criança aceite de início outros sabores e texturas pode gerar ansiedade. O bebê é quem determina seu próprio ritmo, com ajuda da mãe. Imperceptivelmente, ele passará a comer sozinho, pegando o alimento com as mãos, até ser capaz de manejar a colher.

Com que tipo de alimento posso começar?

O primeiro alimento recomendável é a batata-doce assada com a casca, no forno. Tira-se a polpa já fria e oferece-se ao bebê. Pelo sabor adocicado, ele aceitará com gosto.

Progressivamente, inicia-se uma fruta como banana ou maçã raspada, por exemplo. Com o tempo, a mãe sente quando pode incrementar a papinha com outros vegetais, entre os quais se sobressai a abóbora, altamente nutritiva.

Preciso montar uma dieta balanceada para o bebê?

Sim, o balanceamento da dieta é necessário desde o início, usando temperos habituais, azeite de oliva e pouco sal. Nos intervalos, não é necessário oferecer guloseimas, que poderão tirar o apetite da criança para os alimentos básicos.

Farinhas e cereais devem ser usados com cuidado, ou seja, a luta contra as calorias excessivas começa cedo.

O que devo preferir na hora de montar o cardápio?

Frutas, frutas, frutas. Elas são nutritivas, apetitosas e contêm mais sais minerais e vitaminas do que qualquer legume. Indico a banana, o mamão, a maçã, a perae o abacate, que é rico em gorduras insaturadas.

Quando se inicia a oferta, as frutas são amassadas. Depois, a criança pode pegar os pedaços com a mãozinha (o que ajuda no seu treinamento da coordenação mão-boca-cérebro) até que consiga usar a colher.

Se a família come carne, a mãe pode usar o caldo ou a carne moída na papinha, juntamente com caldo de feijão e uma gema de ovo cozida 3 vezes por semana. Se não come, pode-se acrescentar arroz integral, quinua, feijão ou outros cereais equivalentes.

Fonte: IG

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